sábado, agosto 22, 2026
KID MALVADEZA & OUTRAS NOVELETAS
sábado, agosto 15, 2026
A FÚRIA DOS INOCENTES
FANDANGO DO VAI QUASE NUM TORNA
sábado, agosto 08, 2026
TUNGA, TUNGANDO A VIDA
TUNGA – O escultor,
desenhista e artista performático Tunga (Antônio José de Barros Carvalho
e Mello Mourão – 1952-2016), é um dos artistas mais emblemáticos da arte
contemporânea. Filho do escritor Gerardo Mello Mourão e da ativista social Léa
de Barros Carvalho e Mello Mourão, nasceu em Palmares (PE) e trabalhou no Rio
de Janeiro, onde concluiu o curso de Arquitetura e Urbanismo, na Universidade
Santa Úrsula. Iniciou sua carreira na década de 1960, produzindo desenhos e
pequenas esculturas e traçando imagens figurativas com temas ousados, como nas
séries O Perverso, Pensamentos, Máquinas, Charles Fourier (1772/1887) e Paisagens
do Desejo. Foi co-editor da Revista Nove (1969-1971), uma publicação
de poesia moderna, e colaborou com a revista Malasartes (1976), e com o
jornal A Parte do Fogo (1980).
Em 1975, ele apresentou objetos tridimensionais na
exposição individual intitulada Tunga - Ar do Corpo, no Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro.
Na década de 1980, passou a criar instalações, nas quais
utilizou grande variedade de materiais para explorar a ideia de conjunção,
magnetismo, transmissão e isolamento de energia e forças invisíveis, sempre
justapondo-os com rigor formal. Neste período criou obras icônicas como Trança
[1983]; ÃO [1981]; Xifópagas Capilares entre Nós [1984], Vanguarda
Viperina [1985]; Eixos Exógenos [1986-2000]; e, Semeando Sereias
[1987-1998]. E ainda deu início aos trabalhos com formas e signos que marcariam
sua carreira.
Nos anos 1990, ele intensificou a pesquisa sobre as
relações energéticas entre diferentes metais em suas instalações, passando a
usar conjuntos de ímãs em diversos trabalhos, elaborando suas instaurações -
nome dado pelo artista às ações que ativavam seus trabalhos tridimensionais ou
imersivos. Diferente da performance, que implica uma noção relacionada ao
desempenho, a instauração trata-se de "fazer acontecer algo que você
testemunha, que não estava ali, com uma luz nova.” Além disso, ele promove uma
série de ações com terracota, argila e maquiagem, publicando, em 1997, o
icônico Barroco de Lírios, primeiro livro editado pela Cosac &
Naify, que faz um retrospecto das principais obras de Tunga realizadas entre
1981 e 1996.
Entre os anos 2000/2016, realiza uma reprodução
Morfogenética, ocupando três andares do Centro Cultural Banco do Brasil e
preenche a rotunda da instituição com uma luz vermelha e voz de Arnaldo
Antunes, atores e bailarinos, dirigidos pela coreógrafa Lia Rodrigues,
aplicavam maquiagem à instalação. Também idealizou a instalação Tríade
Trindade [2001]; as performances Encarnações Miméticas e Experiência
com Ynaiê [2003]; a série Quase Auroras [2005]; os filmes Quimera
[2004], que concorreu à Palma de Ouro, na categoria curta-metragem, em Cannes,
em 2004, e Medula [2005], ambos em parceria com Eryk Rocha; e, as obras Psicopompos
e Vers La Voie Humide, no Château La Coste, na França [2008-2015]. Em
2004, inaugurou a Galeria True Rouge - primeira instalação permanente do
Instituto Inhotim, um desdobramento da série de performances True Rouge,
apresentadas desde 1997 em diversas ocasiões e cuja inspiração parte de uma
poesia algébrica do escritor Simon Lane. E, em 2012, inaugura a Galeria
Psicoativa Tunga, também em Inhotim, que abriga uma exposição permanente
apresentando mais de 20 obras do artista sendo muitas icônicas como Ão (1981);
Vanguarda Viperina (1985); Palíndromo Incesto (1990-1992); Tereza (1998); Prole
do Bebê (2000); À la Lumière des Deux Mondes (2005); X-estudo (2009);
Psicopompo Cooking Crystal (2010); e, Toro Condensed (1983) and Toro Expanded
(2012).
Tunga recebeu a condecoração Chevalier des Arts et des
Lettres (Cavaleiro das Artes e das Letras) pelo embaixador da França, Alain
Rouquié. E, em 2005, foi o primeiro artista contemporâneo a exibir sua obra, À
la Lumière des Deux Mondes, na pirâmide do Louvre.
Sua erudição e formação filosófica se refletiu em uma
produção artística que envolve o cruzamento de pesquisas em diferentes áreas do
conhecimento, apresentando interfaces com a literatura, filosofia, psicanálise,
teatro, ciências exatas e biológicas, tratando-se de uma obra potente, profunda
e autorreferente que nega o tempo linear e se apoia fortemente na
materialidade, topologia, simbologias e processos de transformação e
metamorfoses.
Atualmente, a equipe do Instituto Tunga trabalha na
elaboração do Catálogo Raisonné que irá mapear todas as obras
bidimensionais do artista em uma única publicação bilingue, em português e
inglês, online e gratuita. Confira.
TUNGANDO A VIDA
A ARTE DE TUNGA
ART’UNGA
sábado, agosto 01, 2026
DIÁRIO DOS ZÉS
DIÁRIO DOS ZÉS – Se um Zé é pouco, dois
quase é demais; que dirão de três e outros tantos Zés, tudo de cara lisa e
prontos pras mais ineivadas doidices, hem? Esta é uma reunião das muitas e
quantas situações escandalosas & presepadas das personalidades ilustres e
dos mais afamados anônimos, todos os Zés de Alagoinhanduba. Confira.
INTERLÚNIO DO INOMINADO MARUPIARA PÉ-FRIO...
BILARO, INSÓLITA FUGA DUM ZÉ DE SI MESMO!...
ERA DEZEMBRO & LA MADÓNA DI URSATT...
ZUZEZIM: A AVAREZA PERDE VALIA QUANDO A VIDA VAI PRO SACO
JOSEDÁCIO: O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI
DOS REVEZES QUE NÃO POUPAM A AMIZADE E O AMOR
O IMPERADOR & SEU GENRO MALQUISTO
ZÉ CANTÃO & O JANTAR DOS COMPADRES
O AMOR DE ZINHAZINHA & CALANGUINHO ZÉ
ZÉ VICÁRIO: TIRAR PROVEITO PRA SE LASCAR DEPOIS...
ZÉ PULIÇA, UMA ENTREVISTA COM O SICÁRIO FANTASMA...
ZÉ MAGO & ESCOTOMA ONÍRICO (OU O TESTAMENTO QUE ENTROU PRA HISTÓRIA)...
ZELADIM: O QUE DE PAI, AMIGOS, VIDA, A MULHER...
LABATUT, ZÉ CRAVO & MARIA ROSA
sábado, julho 18, 2026
DARELADAS – DAREL VALENÇA LINS
CENTENÁRIO DE DAREL VALENÇA LINS – No dia 9 de dezembro
de 2024, comemorei o centenário do gravurista, pintor, desenhista, ilustrador e
professor, Darel Valença Lins (1924-2017), com a publicação do livro
Dareladas, lançado tanto em Palmares, sua terra natal, como também no Rio de Janeiro.
A ARTE ALÉM DAS MARGENS DO UNA - Lá pelos idos dos anos
2000 realizava eu um curso de pós-graduação em Teoria Literária, na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quando em determinada ocasião
fui instado a falar do quarteto artístico palmarense: Ascenso, Hermilo, Darel
& Tunga. Após minha exposição, o professor doutor, ensaísta, poeta,
romancista e crítico literário amazonense, Rogel Samuel (1943-2023)
aproximou-se e declarou-me apaixonado pelos poemas presepeiros de Ascenso,
leitor assíduo das invencionices de Hermilo, admiração exaltada pela obra do
Tunga e, com bastante ênfase, que privava de amizade pessoal com Darel. Depois
disso uma amizade estreitou-se entre eu e o professor ao longo do tempo, com
muitas trocas de figurinhas e presentes, entre elas a entrevista exclusiva que
ele me concedeu pro Guia de Poesia, que eu editava à época no Projeto
SobreSites – o Diferencial Humano, do Rio de Janeiro, e que, depois,
republiquei no meu zineblog Tataritaritatá, juntamente com o seu romance O
amante das amazonas (Itatiaia, 2005), seus livros de poesias, outros de seus
volumes de Teoria da Literatura, afora, o que seria o mais importante: me
apresentar pessoalmente o artista conterrâneo, Darel. O tempo foi passando e o
professor, sempre atento, mantinha-me informado acerca dos estudos realizados
sobre a obra do artista palmarense, a exemplo do mestrado e, posteriormente,
doutorado de Vitor Hugo Gorino, os estudos de Gisela Monteiro e Vivian Horta, a
dissertação de Thayz Guimarães, artigos de jornais e revistas, entrevistas, catálogos,
exposições, enfim, o que circulasse de e sobre a obra do Darel. Já nos anos
2020, participava eu de um curso de Artes na USP, quando conheci o arquiteto e
artista visual, Rubens da Cunha Lima, que também havia convivido por um bom
período de tempo com o conterrâneo artista, inclusive tendo Darel desenhado a
filha dele Rubens de próprio punho e o presenteado com a obra. Foram muitas
conversas com ambos, quando resolvi enfim homenagear definitivamente o artista
palmarense. Então saí juntando o material que me havia sido disponibilizado,
como os textos de Clarice Lispector e Aníbal Machado, os estudos acadêmicos de
Vitor Hugo Gorino, Thayz Guimarães, Vivian Horta, Marcilene Ladeira, Gisela
Monteiro e Lenia Sousa; as publicações de matérias em diversas revistas e dos
jornais O Globo, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Correio
Brasiliense, Jornal da Tarde, Diário do Recife, Última Hora, Jornal Auxiliar,
entre outros. Ainda vieram os artigos jornalísticos de Ferreira Gullar, Luiz
Gutemberg, Sheila Kaplan, Vera Martins, Walmir Ayala, Suzana Braga, Elias
Fajardo Fonseca, Vera Pedrosa, José Mário Pereira, Paulo Reis, Leda Rivas, Ivo
Zanini, Carlos Soulié do Amaral, Carlos Newton, Arnaldo Pedroso D’Horta, Yllen
Kerr, José Roberto Teixeira Leite, Casimiro Xavier de Mendonça, Rosa
Nepomuceno, Mário Pedrosa, Roberto Pontual, Augusto Rodrigues, Quirino da
Silva, Fernando Silveira, Edla Steen e José Geraldo Vieira. Tinha mais: artigos
acadêmicos de Pedro Sánchez Cardoso, Sonia Pereira, Maria Luisa Távora; de
Congressos, de Clarival Valladares, Textos de Exposições, de Enciclopédias de
Artes, entre outras, como as apresentações de Nori Figueiredo, Gabriela Javier,
Heloisa Aleixo Lustosa, Frederico Morais, Sérgio Pizoli, Marcia Pontes e Oto
Reifschneider. Saí juntando tudo, organizando e selecionando o material todo
para o que ficou depois convencionado por Dareladas. Aí juntei uns desenhos de
Palmares antiga, feitos pelo artista plástico e compositor, Luiz Barreto; umas
aquarelas elaboradas pela poeta, blogueira e artista visual paranaense, Luciah
Lopez; outros desenhos e pinturas de Rubens Cunha Lima, Ricardo Bertacin Aidar,
Cibele Sarkis Carneiro, Márcia Gebara e Luz Damatta, todos integrantes do
Gentamiga Atelier e participantes da plataforma Ubqub. Mais dois textos: um da
escritora e professora Graça Lins e, outro, do produtor cultural, artista
visual e diretor da Biblioteca Municipal Fenelon Barreto, João Paulo de Araújo.
Juntei tudo, acrescendo uns desenhos e textos que cometi e deu nisso. Na
primeira parte do volume, Vid&arte de Darel: De corpo inteiro, uma linha do
tempo com a vida & a obra de Darel, ilustrada pela série Palmares
antigamente, do artista plástico e compositor musical, Luiz Barreto. Na segunda
parte Darel: Mais que possa me reconhecer, na qual reuni depoimentos os mais
diversos recolhidos de estudos acadêmicos, catálogos, revistas, jornais,
publicações em geral, tudo tratando acerca da obra de Darel. Na terceira parte
Darel: por trás das aparências, reunindo depoimentos do próprio artista,
coletados de entrevistas e depoimentos pessoais, frases e pensamentos dele, que
foram encontrados em diversas publicações. Na quarta parte Cidade Darelada,
textos que escrevi inspirados na obra dele, com ilustrações da escritora,
artista visual e blogueira, Luciah Lopez. Na quinta parte, Cinema Mulher, em
que manifesto minha homenagem às mulheres dareladas, textos e músicas que
escrevi também inspirados na sua arte, com ilustrações de diversos artistas do
Atelier Gentamiga, de São Paulo. Na sexta parte, Darelando na Biblioteca, texto
escrito pelo produtor cultural, artista visual e diretor da Biblioteca Fenelon
Barreto, João Paulo de Araújo. Taí o livro, uma simples homenagem pela passagem
do centenário deste grande artista palmarense.
Veja mais Darel aqui, aqui, aqui, aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.













